O governo acaba de divulgar o calendário oficial dos feriados e pontos facultativos para 2014.

Ao todo, serão 16 datas, sendo nove feriados nacionais e sete pontos facultativos. Ponto facultativo, no Brasil, virou sinônimo de feriado e, assim, levando-se em conta apenas o calendário Federal, temos 25 datas para um “dolce far niente” oficial, o que significa que teremos dois feriados, em média, por mês.

A isto, devemos somar pelo menos mais 11 dias de “emenda”, absurdo não oficializado e tolerado com leniência.

Não contamos aqui os feriados estaduais (em São Paulo, temos o 9 de julho que relembra a Revolução Constitucionalista de 1932) e os feriados municipais. O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, é feriado em alguns municípios importantes como São Paulo e Rio de Janeiro e será comemorado numa quinta-feira e, desta forma, a sexta-feira será devidamente enforcada.

Assim, já chegamos fácil à nada menos que 40 dias de gandaia ou algo superior a mais de 10% do total de dias em um ano, ou 1 mês e 10 dias.

Neste 2014 ainda teremos a Copa do Mundo, que desta vez acontece no País do Futebol e aí já podemos contar com os feriadões nos dias de jogo da seleção canarinho.

Há sem dúvida um excesso de feriados, que atrapalha a produção nacional e em nada se justifica. Alguns economistas estimam que essa folgança custe ao país algo equivalente a 5% do PIB nacional.

Um dia de folga, significa um valor superior a R$ 17 bilhões que o Brasil deixa de ganhar, ou seja: 21% do orçamento do Ministério da Saúde (pouco mais de R$ 80 bilhões) ou quase 6 vezes o orçamento destinado à Cultura, (R$ 3,26 bilhões).

Teremos algum dia um governo disposto a resolver essa farra do “pão e circo” com a seriedade que o assunto merece?