Os próximos dias prometem muita agitação entre autores e compositores com a realização de três dos mais importantes festivais de música brasileira, em cidades do interior do estado de São Paulo: Avaré, Ilha Solteira e São José do Rio Pardo. E estes são apenas alguns, entre as centenas que acontecem em todo o Brasil.

 

O Festival Nacional de Ilha Solteira  acontece entre os dias 28 e 31 de outubro, e chega a sua 41ª edição, distribuindo mais de R$ 25.000,00 em prêmios, sendo R$ 8.000,00 para o primeiro lugar. A também tradicional Fampop (Feira Avareense de Música Popular) acontece nos dias 11, 12, 13 e 14 de novembro, distribui o mesmo total em prêmio, mas oferece R$ 9.000,00 ao primeiro colocado.

O 12º FEMP (Festival de Música da Primavera de São José do Rio Pardo) tem á frente o mais do que competente Maestro Agenor Ribeiro Neto, que finalmente resgata a realização do certame, há anos considerado dos mais importantes do Brasil.

Com inscrições abertas até o próximo dia 28, é o mais generoso na premiação, com um total de R$ 43.000,00 aos vencedores, sendo R$ 12.000,00 à composição vencedora. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail femp2015@gmail.com ou através do telefone (35) 3712 .6631.

São festivais como estes que merecem aplausos e todo o incentivo. Mas, já disse isso outras vezes, seus organizadores precisam tomar um chá de modernidade, com urgência.

Não há o que justifique, nos dias de hoje, um evento dessa importância ficar restrito a apenas alguns espectadores, ainda que centenas ou poucos milhares. Com a facilidade da Internet e os tentáculos das redes sociais o evento poderia ganhar outro impulso, com informações precisas, rápidas, disponibilidade de áudio, fotos, vídeos e muito mais, sem que isso implique em custos inviáveis. Isso sem falar no live streaming, que possibilita a transmissão ao vivo, pela Internet, em áudio e vídeo. São detalhes que certamente dariam uma exposição infinitamente maior, divulgando o evento, músicos e músicas concorrentes nos quatro cantos do planeta.

Parece que a produção dos grandes festivais, no que diz respeito à comunicação e divulgação de seus participantes ainda vive no século passado e desconhece que vivemos na era da comunicação instantânea. E faz tempo.

*Foto: Edú Lobo e Marília Medaglia defentem Ponteio, no Festival da TV Record, em 1967.

Synésio Júnior
*Synésio Júnior é jornalista, radialista, produtor e empresário artístico