Mês: Maio 2016

Alguns dos maiores nomes do forró nacional

Alguns dos maiores nomes do forró nacional, visitaram esta semana os ministérios do Turismo e da Cultura para pedir, entre outras reivindicações, empenho dos ministros para que o dia de São João, 24 de junho, se torne feriado nacional. Gabinetes foram transformados em palcos e ao som de sanfona, triângulo e zabumba não faltaram promessas de ministros e parlamentares, com muitos flashes e a habitual demagogia barata. Segundo a Firjan (Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro), o número de feriados nacionais fez com que o Brasil deixasse de movimentar cerca de R$ 92,7 bilhões em 2015, um ano de tristes lembranças para a economia do país. Para 2016, quando as expectativas são no mínimo temerosas, os prejuízos estimados, só no setor da indústria de transformação, devem chegar à cifras superiores a R$ 54,6 bilhões, de acordo com o estudo O Custo Econômico dos Feriados Federais para a Indústria,da mesma Firjan. Os montantes são ainda maiores se considerarmos os diversos feriados estaduais e municipais. Tudo isto sem levarmos em conta a brasileiríssima e tradicional “esticada” que cada um desses feriados proporciona. São cifras que assustam, se imaginarmos que só com a estapafúrdia volta da CPMF o governo pretende arrecadar algo em torno de R$ 32 bilhões que, segundo os atuais ocupantes da administração pública federal, salvariam as contas públicas. Diante disso, reivindicar mais um feriado nacional é,...

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A Cultura brasileira é o resultado maior de nossa miscigenação

A decisão da Justiça Federal que suspendeu os editais de incentivo à cultura negra lançados pelo Ministério da Cultura (MinC), em novembro de 2012, merece atenção. Em seu parecer, o juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, foi taxativo ao afirmar: “não poderia excluir sumariamente as demais etnias”. O magistrado afirma ainda quanto aos editais: “destinados exclusivamente aos negros abrem um acintoso e perigoso espectro de desigualdade racial”, conforme publicação do Diário Oficial, na última segunda-feira (20). Nada mais lúcido e coerente. Virtudes estas que se sobrepõem à sanha eleitoral do governo. Obedecendo ao princípio da isonomia, deveria então o MinC incentivar, da mesma forma e verbas igualmente generosas, às culturas das demais etnias: indígena, amarela, branca ou judaica. Afinal, este é um princípio democrático, garantido pela Constituição de 1988, que afirma de forma inequívoca: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza…” (Art.5º). Talvez falte à Ministra Marta Suplicy, e aos seus comandados no Ministério, entender que a Cultura brasileira é o resultado maior de nossa miscigenação. São fartos os exemplos em que demagogia somada com reles política,  em Cultura, é um perigoso caminho que acaba resultando no fomento à...

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A vitória da Beija Flor de Nilópolis

A vitória da Beija Flor de Nilópolis, com o samba enredo em homenagem a Guiné Equatorial, é um contra senso que envergonha, ou pelo menos deveria envergonhar o país. A ex-colônia espanhola na África, vive há mais de 35 anos sob o comando de um ditador corrupto e sanguinário, Teodoro Obiang, acusado de violações de direitos humanos, tortura e prisões arbitrárias, que nenhum país da Europa Ocidental aceita receber. Mas no Brasil, Obiang é recebido e festejado, despejando algo em torno de R$ 10 milhões de reais nos cofres da escola de samba campeã do carnaval carioca de 2015. Tanto o ditador quanto seu filho e sucessor, Teodorín, foram recebidos com toda pompa no Sambódromo do Rio de Janeiro. Uma vergonha transmitida ao vivo pela TV para todo o país e centenas de milhares de telespectadores mundo afora. Na verdade, mais uma. Afinal, não é de hoje que ditadores inescrupulosos são enaltecidos pelo governo brasileiro. O que a escola, entretanto, não mostrou na avenida por exemplo, é que a Guiné Equatorial ostenta 144º lugar em matéria de Índice de Desenvolvimento Humano da ONU ou que sete de cada dez habitantes sobrevive com menos de 2 dólares por dia, segundo o Banco Mundial. Também esqueceram de mencionar que a revista Forbes considera Obiang um dos chefes de estado mais ricos do mundo, com uma fortuna avaliada em cerca de 600 milhões...

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