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Jun25

Ancine divulga novo calendário de financiamento para o setor audiovisual

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Paulo Virgílio
Agência Brasil

Já está disponível no portal da Agência Nacional do Cinema (Ancine) o Calendário de Financiamento para o biênio 2015/2017, que traz as datas previstas para a abertura e divulgação de resultados das chamadas públicas do programa Brasil de Todas as Telas, o principal de financiamento do setor audiovisual no país. De acordo com nota divulgada pela Ancine, o calendário também inclui os demais editais de fomento do setor gerenciados pela agência no país.

O principal destaque do novo calendário é o lançamento de uma nova linha de fluxo contínuo, o Prodav 13, que contará com recursos de R$ 14 milhões para a realização de novos investimentos nos núcleos criativos selecionados nas chamadas anteriores do Brasil de Todas as Telas. Também foram feitas inovações na linha Prodecine 03, que passa a ter três modalidades de investimento, de acordo com o número de salas em que os filmes serão lançados.

A modalidade A, voltada para empresas distribuidoras, disponibilizará R$ 10 milhões para projetos com lançamento superior a 100 salas. Já nas modalidades B e C, destinadas a empresas produtoras, será disponibilizado um total de R$ 5 milhões para projetos com lançamento em no mínimo dez salas.

A Ancine informou ainda que fez alguns ajustes no Calendário de Financiamento anterior, referente ao biênio 2015/2016, em função do número recorde de inscrições recebidas pelo programa Brasil de Todas as Telas em seu segundo ano. A linha Prodecine 01, que apoia a produção para cinema, recebeu 278 inscrições, num acréscimo de 120% em relação à edição anterior, enquanto outra linha, a Prodecine 05, voltada para projetos cinematográficos de inovação e relevância artística, teve 328 inscrições, num aumento de 64%.

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Jun24

Boi Garantido abre nesta sexta-feira primeira noite do Festival de Parintins

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Bianca Paiva
Agência Brasil

O festival da superação. É assim que organizadores e moradores de Parintins, no Amazonas, estão definindo este ano a festa folclórica dos bois Caprichoso e Garantido, que está em sua 51ª edição e começa na noite de hoje (24) na cidade amazonense. Faltando pouco mais de um mês para o evento, o governo do estado surpreendeu a todos com o anúncio do corte de verbas para o setor de cultura, incluindo o festival da chamada Ilha Tupinambarana.

Havia o temor entre torcedores dos bois azul e vermelho, e até mesmo da população parintinense, de que a festa não ocorresse. Segundo o prefeito Alexandre Carbrás, o município teve que assumir a organização do festival e promover uma mobilização para garantir a o evento.

“Eu vou ser muito sincero. Falar dos bois, falar do festival, é você mexer numa paixão doentia do povo de Parintins e das pessoas que gostam do festival. Nós tivemos o impacto de uma mídia que nós fizemos 'Não tem dinheiro, mas tem paixão. O festival da superação'”. Isso pegou. E a gente percebe que as pessoas que estão vindo para cá é que são os apaixonados pela terra, pela cultura e pelas agremiações”, disse Carbrás.

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Jun23

Uns versos

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Um papo furado danado sobre canções da MPB.

Sérgio Vaz*

Fui tomado de uma violenta vontade de ouvir, pela décima bilionésima vez, a gravação de “Luar do Sertão” que o velho Lua fez com Milton Nascimento para seu disco de 1981, A Festa. Para mim, é uma das mais belas gravações que já foram feitas na história da música brasileira – e a música, tenho certeza disso faz muitos anos, é nosso melhor produto, nossa melhor commodity.

Michael Caine disse, uma vez, que “o Brasil é um clichê por um ótimo motivo: eu acho que o Brasil produz mais gente bonita do que qualquer outro país”. Michael Caine entende de gente bonita – casou-se em 1973 com um avião, um Boeing 747-400, Shakira Baksh, então com 26 aninhos (ele tinha apenas quarentinha).

E ele está certo: as mulheres brasileiras são estonteantemente belas, talvez mais que as mulheres de qualquer outro país. Porém, mais do que mulheres estonteamente belas, a música é o melhor produto brasileiro.

Depois de ouvir umas cinco vezes “Luar do Sertão” com as vozes espetaculares do velho Lua e de Mirtão, tive vontade de ouvir as mesmas vozes privilegiadas cantando “Légua Tirana”. Queria fazer um post no Facebook chamando para o pernambucano e o mineiro-carioca cantando a música de beleza estonteante. Não achei a gravação dos dois no YouTube.

Foi feita para um disco não de Lua, não de Milton, mas de Gonzaguinha, Coisa Maior de Grande, de 1981. Se você bota o CD Coisa Maior de Grande no seu aparelho de som, ou no seu computador, só aparecem 8 faixas. No computador, no iTunes, não aparece “Légua Tirana” – ela é assim apenas uma vinheta da primeira faixa, uma coisa longa, de 14 minutos, uma montagem de várias canções.

Por que, raios, os caras da EMI, na transcrição do LP para o CD, não separaram direitinho cada uma das muitas vinhetas que compõem uma faixa de 14 minutos?

Tentar ouvir “Légua Tirana” com o velho Lua e Milton, uma maravilha, das maiores maravilhas da música brasileira, é um exercício de paciência.

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Jun21

Às vésperas da Flip, Paraty inaugura Casa da Música

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Akemi Nitahara
Agência Brasil

A cidade de Paraty, na Costa Verde fluminense, inaugurou nesta sexta-feira (17) a Casa da Música, espaço dedicado à educação musical. A inauguração ocorre a menos de duas semanas da 14ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que será realizada do dia 29 deste mês a 3 de julho.

Segundo a secretária de Cultura de Paraty, Cristina Maseda (foto), o novo equipamento público vai servir principalmente à cidade, consolidando a vocação de polo cultural. “A Casa de Música fortalece o programa educativo de música desenvolvido há dois anos pela Casa da Cultura. É o único ensino público de música da cidade", disse Cristina. Com a Casa da Música, o número de benefícios vai se ampliar e as modalidades, também, acrescentou a secretária. Haverá mais tipos de instrumentos e estilos, porque serão mais duas salas de aula totalmente adaptadas para o ensino musical, informou.

A Casa da Música foi instalada no centro histórico em em um imóvel tombado, de 200 metros quadrados, totalmente reformado para acomodar duas salas de ensaio com isolamento acústico, um ambiente para leitura, um mezanino e uma sala para a Banda Santa Cecília. "A banda, de 1954, é a instituição cultural mais antiga da cidade e terá sua primeria sede, com espaço para acondicionar seu acervo de fotos e partituras antigas, que remontam ao século 19. É uma banda de metais da cidade, que toca pelas ruas”, disse Cristina.

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