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Jul29

Exposição no MNBA leva ao Rio legado artístico dos Jogos da Antiguidade

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Paulo Virgílio
Agência Brasil

Idealizados pelo Barão de Coubertin no final do século 19, os Jogos Olímpicos da era moderna foram concebidos como uma reinvenção, aberta à participação de atletas de todo o mundo, dos jogos que na Antiguidade surgiram na Grécia e depois passaram a ser disputados também no Império Romano. Muito mais que manifestações exclusivamente esportivas, as Olimpíadas daquela era deixaram um legado artístico que pode ser visto na exposição Os Jogos da Antiguidade/Grécia e Roma, aberta ao público no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no centro do Rio de Janeiro.

Com obras de grandes museus gregos e italianos, a exposição exibe esculturas que representam atletas, objetos usados por eles, ânforas e mosaicos que retratam cenas esportivas. São cerca de 60 obras, algumas com mais de 2,5 mil anos, que mostram ao público um quadro completo do desenvolvimento dos jogos e suas características peculiares nos mundos grego e romano.

Fruto de um trabalho de quatro anos, a exposição tem curadoria dos italianos Eugenio La Rocca, professor de Arqueologia Clássica da Universidade Sapienza, em Roma, e Annalisa Lo Monaco, historiadora formada pela Universidade de Pisa. As obras são provenientes de coleções de dez instituições gregas e italianas, entre elas os museus Arqueológico de Olímpia, Arquelógico Nacional de Atenas, do Vaticano, de Arte Clássica Universidade de Roma Sapienza, Nacional Etrusco de Villa Giulia (Roma), Palazzo Massimo alle Terme e Museus Capitolinos.

PHD em arqueologia grega e sua relação com o sagrado, Annalisa Lo Monaco destaca o caráter sagrado dos jogos na Grécia antiga. “As competições nasceram no interior dos santuários como parte integrante das festas religiosas. Cada cidadezinha e cada santuário convocava suas próprias competições, mais ou menos articuladas”, explica uma das curadoras.

“Já em Roma”, conta o professor Eugenio La Rocca, “a situação era completamente diferente. Foi lá que a competição, nascida de forma tímida na Grécia, num contexto religioso, se transforma num verdadeiro espetáculo.”

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Jul26

Festival interativo de arte eletrônica atrai público na Avenida Paulista

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Elaine Patricia Cruz
Agência Brasil

Um imenso túnel feito com fita adesiva transparente foi instalado próximo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. A decoração é a grande atração da 17ª edição do Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File). A obra, chamada Tape São Paulo, é dos artistas Sven Jonke, Christoph Katzler e Nikola Radeljkovic e tem atraído multidões de pessoas e divertido crianças, jovens, adultos e até idosos.

Para entrar na Tape São Paulo, o público enfrenta uma fila que pode durar até uma hora no interior do File. Não há contraindicação: os visitantes da Tape precisam apenas tirar os sapatos e objetos pontiagudos para escorregar pelos túneis feitos com fita adesiva resistente, capaz de suportar o peso de quatro ou cinco pessoas por sessão.

Esta não é a única instalação que tem atraído a curiosidade dos visitantes. O festival, que este ano chega a sua 17ª edição, tem várias obras interativas. Outra que tem gerado filas grandes é a Be Boy Be Girl, dos holandeses Frederik Duerinck e Marleine van der Werf, uma instalação multissensorial na qual o visitante usa um óculos especial para ser transportado a um cenário de uma praia no Havaí e experimenta sensações que envolvem não somente a visão, mas também a audição, o tato e o olfato. Há também uma imensa parede onde são projetadas diversas imagens, obra do artista japonês Norimichi Hirakawa. As pessoas aproveitam as imagens coloridas para posarem em selfies. E além destas, há ainda muitos games, animações e videoartes.

“Estamos há 17 anos com este evento e há 14 anos aqui na Fiesp. O que tem acontecido é que cada vez está tendo um aumento do público”, disse Ricardo Barreto, um dos organizadores do File. Só na primeira semana de exibição, por exemplo, a exposição já atraiu 11 mil pessoas.

O tema do festival deste ano é Venha Passar do Limite. “A proposta é essa brincadeira de sair da galeria. Quando fizemos essa escultura e arquitetura [a obra Tape], nós passamos do limite da galeria”, disse o organizador.

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Jul25

São Paulo recebe mostra de fotos históricas da Guerra Civil Espanhola

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Marli Moreira
Agência Brasil

Depois passar por cidades dos Estados Unidos, da França, do México, da Espanha e da Hungria, chega ao Brasil a exposição A Valise Mexicana: A Redescoberta dos Negativos da Guerra Civil Espanhola. Com entrada gratuita, a exposição poder vista, das 9h às 19h até o dia 2 de outubro, no prédio da Caixa, na Praça da Sé, no centro de São Paulo.

A mostra, em parceria com o International Center of Photography (ICP), marca os 80 anos da Guerra Civil Espanhola, reunindo, em dois andares da Caixa, documentos que estavam perdidos há quase 70 anos. Entre os itens expostos estão 176 imagens, aproximadamente 70 reproduções de revistas da época e dois vídeos, em uma montagem conjunta da Caixa Cultural São Paulo e do International Center of Photography (ICP), com curadoria de Cynthia Young, do ICP.

Os negativos recuperados registram cenas de confronto durante a Guerra Civil Espanhola, que se prolongou de julho de 1936 a abril de 1939, após uma fracassada tentativa de golpe de estado. Todo esse material estava em uma valise que continha 4,5 mil negativos referentes às cenas capturadas pelas lentes dos fotojornalistas Robert Capa, Gerda Taro e David Seymour (Chim), conhecidos internacionalmente, pela difusão das atrocidades que presenciaram durante o conflito."

"Esse trabalho trouxe à tona uma estética fotográfica de guerra jamais vista até então. Esses negativos ficaram perdidos por quase 70 anos, muita coisa mudou no mundo desde então. Outro fator importante é termos a oportunidade de ver os contatos dos filmes, a sequência cronológica do olhar de cada um desses fotógrafos”, explicou Camila Garcia, uma das coordenadoras da exposição. Ela é pesquisadora do Centro Interdisciplinar de Semiótica da Cultura e da Mídia (CISC – PUC/SP).

Memória

A pesquisadora contou que, em outubro de 1939, quando as forças alemãs se aproximavam de Paris, Robert Capa deixou a Valise, às pressas, rumo a Nova York, a fim de evitar sua prisão como inimigo estrangeiro ou simpatizante comunista.

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Jul22

Pampulha terá mais de 60 eventos para celebrar título de Patrimônio Mundial

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Léo Rodrigues
Agência Brasil

A prefeitura de Belo Horizonte anuncia uma programação cultural com mais 60 atrações para celebrar a conquista do título de Patrimônio Mundial da Humanidade pelo Conjunto Moderno da Pampulha. As atividades serão gratuitas e voltada para as variadas faixas etárias. Uma programação preliminar já foi divulgada (veja abaixo), com atividades que vão de hoje (22) até o próximo dia 22 de agosto.

Ainda estão sendo negociados shows com nomes de destque na música mineira, como o dos violeiros Chico Lobo e Pereira da Viola, do violonista Marcus Vianna, do cantor Pedro Morais e da banda 14 Bis, que terá a participação do cantor Flávio Venturini e da dupla Sá & Guarabyra. Também haverá exposições, apresentações teatrais e circenses, contação de histórias, corrida, piquenique literário, feira de livros e aula de capoeira, entre outros eventos. Além disso, uma iluminação especial dos edifícios do conjunto moderno foi inaugurada ontem (18).

O título foi ratificado no último domingo (17), em Istambul (Turquia), após decisão consensual dos 21 países que integram o Comitê do Patrimônio Mundial das Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Foi marcada para o dia 17 de agosto, às 14h, a cerimônia oficial de entrega do certificado da Unesco.

Conjunto

Único representante brasileiro na disputa, o conjunto modernista já era tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e também pelos poderes estadual e municipal. Projetado por Oscar Niemeyer, é composto por cinco edifícios: a Igreja São Francisco de Assis, a Casa do Baile, o Museu de Arte da Pampulha, o Iate Tênis Clube e a Casa Kubitschek, todos construídos na orla da Lagoa da Pampulha em 1942 e 1943 durante a gestão do então prefeito Juscelino Kubitschek.

Também integram o conjunto modernista os jardins projetados por Roberto Burle Marx, os painéis em azulejos do pintor Cândido Portinari e esculturas de artistas reconhecidos, entre eles Alfredo Ceschiatti e José Alves Pedrosa. Na esteira do complexo arquitetônico, também foram construídos nos arredores da Lagoa da Pampulha a Fundação Zoo-botânica, os estádios do Mineirão e Mineirinho e o campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

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