Home

Data Atual
Hora


Mai24

Cortes na área de cultura do Amazonas podem afetar Festival de Parintins

E-mail Imprimir PDF

Bianca Paiva
Agência Brasil

O anúncio de cortes de recursos para a área de cultura no Amazonas surpreendeu as associações dos bois Garantido e Caprichoso, do Festival de Parintins. A medida, divulgada na última sexta-feira (20) pelo governador José Melo, vai atingir principalmente o festival, marcado para os dias 24, 25 e 26 de junho.

O governo amazonense diz que a redução de gastos é necessária para enfrentar a crise econômica. “O quadro aqui vai se agravar e não fazer nada significa quebrar o estado a partir de outubro”, argumentou Melo.

Em nota, o presidente da Associação Folclórica Boi-Bumbá Garantido, Adelson Albuquerque, disse a diretoria da entidade foi pega de surpresa, mas que só vai tomar alguma providência após a reunião marcada para a próxima terça-feira (24) entre os dirigentes dos bois e o governo amazonense. Segundo Albuquerque, caso o corte se confirme, representará uma “tragédia econômica” para o município de Parintins.

“Temos patrocinadores máster de porte internacional, empresas de turismo que já venderam pacotes, hotéis em Manaus e Parintins que fecharam reservas, empresas que estavam interessadas em fechar parceria com o festival e que certamente, depois desse anuncio, por temeridade, não entrarão no evento. O Festival de Parintins movimenta uma cadeia econômica que se reverte em impostos para o estado, todos ganham com o evento, não quero acreditar que o governo do estado cometerá esse erro histórico”, lamentou o representante do Boi Garantido.

Também em nota, a Associação Boi Bumbá Caprichoso também se disse surpreendida com o anúncio dos cortes e espera mudanças até a reunião desta semana. Para a entidade, o governo amazonense, que promove o evento há 27 anos, “não pode mudar tão radicalmente de ideia, de uma hora para a outra”.

Leia mais...
 
Mai23

Futuro ministro da Cultura diz que setor é "estratégico" para o país

E-mail Imprimir PDF

Marcelo Brandão
Agência Brasil

O secretário nacional de Cultura, Marcelo Calero, declarou em nota, após a confirmação de que o Ministério da Cultura será recriado, que o setor é “eixo estratégico para o desenvolvimento do Brasil”. Calero foi confirmado como novo ministro da pasta e deve tomar posse terça-feira (24).

“É preciso compreender a cultura dentro de uma visão democrática e inclusiva, valorizando a diversidade de nossas manifestações, especialmente as que surgem em nossas periferias. A cultura, que representa o próprio lastro de nossa identidade como nação, deve ser compreendida como eixo estratégico para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou.

Calero, que já havia sido escolhido para chefiar a Secretaria Nacional de Cultura, vinculada ao Ministério da Educação (MEC), aproveitou para agradecer ao presidente interino, Michel Temer, a confiança depositada.

“A recriação do Ministério da Cultura indica o protagonismo do setor na sociedade brasileira e reforça o compromisso do presidente Michel Temer com a área. Agradeço a confiança em mim depositada pelo presidente e, de igual forma, as inúmeras mensagens de apoio que recebi da classe artística e dos realizadores”, disse o secretário.

“Espero que minha trajetória na administração pública, em particular no Itamaraty e à frente da Secretaria de Cultura da prefeitura do Rio, possa contribuir para a construção de políticas públicas consistentes e duradouras”, completou o futuro ministro.

Leia mais...
 
Mai21

Virada Cultural: música e exposições são atrações do Museu da Casa Brasileira

E-mail Imprimir PDF

Camila Boehm
Agência Brasil

O festival Lo Fi Jazz toma conta do Museu da Casa Brasileira neste final de semana, com entrada gratuita e uma programação que mistura outros estilos musicais ao jazz.

"O festival foi pensado para mostrar todas as vertentes do jazz e como ele influenciou diversos estilos musicais", disse o curador e criador do Lo Fi Jazz, Fábio Pie. Além disso, o objetivo é mostrar as facetas do jazz para diferentes públicos.

"No Brasil, temos uma dificuldade de transmitir isso para o público, principalmente porque o jazz é classificado como um som de elite e, na verdade, ele não é", destacou o curador. Segundo ele, o jazz influenciou ritmos como o hip hop, a música eletrônica e a bossa nova.

Durante a manhã de hoje (21), o evento atraiu não apenas fãs do jazz, mas muitos interessados em conhecer o estilo musical. Famílias com crianças também se animaram e compareceram ao festival. O local conta com cadeiras, puffs, bar e barracas com comidas.

A primeira banda a se apresentar, o Cabaret Três Vinténs, mistura música, circo e teatro e valoriza a interação com o público. O grupo se inspira nos espetáculos de variedades que marcaram a década de 1930 em todo o mundo.

O paisagista e designer Marcelo Bellotto, 47, que já foi músico, levou o filho de 7 anos ao festival na manhã de hoje. "Tenho um filho e tento incentivar a música como uma das formas de arte, então eu o trouxe para ele poder conhecer um pouco mais da música", disse.

Para ele, a Virada Cultural é "um programa excelente". "[A virada] é fundamental para uma cidade, é uma obrigação, porque o povo carece de cultura".

Leia mais...
 
Mai20

Tocando em frente, devagar, com maestria

E-mail Imprimir PDF

Renato Teixeira  e Almir Sater fizeram um disco esplêndido, um marco, um clássico.

Sérgio Vaz*

Começou há mais de um quarto de século, em 1990, quando fizeram juntos aquela obra-prima que é “Tocando em frente” – melodia soberba envolvendo os versos preciosos, que Maria Bethânia gravou em seu disco 25 Anos:

Ando devagar / Porque já tive pressa / E levo esse sorriso / Porque já chorei demais / Hoje me sinto mais forte / Mais feliz, quem sabe / Só levo a certeza / De que muito pouco sei / Ou nada sei.

Moram na mesma região, a Serra da Cantareira, um pedaço da maior metrópole brasileira que tem jeito de interior, cheiro de mato, os dois expoentes do que de melhor se faz na música caipira – um nascido em Santos e criado em Ubatuba e Taubaté, outro nascido e criado em Campo Grande. Seis anos atrás, voltaram a compor juntos. Levaram seis anos para reunir dez composições e lançar um disco.

Deram a ele o nome AR, assim, em maiúsculas, por serem as iniciais de seus prenomes. Renato pronuncia “ar”, como se fala no Sul de Minas e em boa parte do interior de São Paulo, com o r caipira – e ainda brinca, dizendo que no Rio de Janeiro se pronuncia “arrr”, com o r carregadíssimo.

(É uma brincadeira, uma piadinha bem intencionada – não um tiro a mais na eterna briga paulistas-cariocas. Renato ama o Rio de Janeiro. Dedicou à cidade maravilhosa uma bela canção, “A Primeira Vez que Fui ao Rio”, em 1979, e lá gravou ao vivo o disco 30 Anos de Romaria, em 1998.)

O disco AR saiu em janeiro deste ano de 2016; sem pressa alguma, marcaram para meados de maio o show de lançamento.

O show foi estupendo – assim como o disco.

É um disco especial, excepcional, maravilhoso, arrebatador, daqueles que deixam o ouvinte mesmerizado desde a primeira audição. Quando o ouvi pela primeira vez, tive a mesma sensação de grande impacto que tive quando ouvi Caetano Veloso de 1967, o de “Tropicália”, Abbey Road dos Beatles, Graceland de Paul Simon.

Leia mais...
 

Tempo