Omar Jubran
Não é necessário se falar da genialidade de Lamartine Babo colocando-o como um dos maiores compositores de nossa Música Popular, ao lado de Noel Rosa e Ary Barroso. Prefiro ir direto ao assunto abordando, desta feita, uma composição de Lamartine, ou simplesmente Lalá, do ano de 1933. Trata-se de um curioso cateretê de título As Cinco Estações do Ano que, com absoluta inteligência, aludia às emissoras de Rádio do Rio de Janeiro, que à época, cada uma com seu estilo característico, disputava sua fatia em termos de audiência.
Tais emissoras, cada qual com seus respectivos prefixos, eram: Rádio Educadora - PRAC, Rádio Philips - PRAX, Rádio Mayrink Veiga - PRAK, Rádio Sociedade - PRAA e Rádio Clube do Brasil - PRAB. É oportuno citar que, tal retrato panorâmico das referidas emissoras, com marcas tipicamente lamartinescas, foi registrado em disco Victor, de número 33.691-B, aos 6 de julho do ano de 1933, sendo lançado no mês de agosto seguinte, tendo como intérpretes, ninguém menos que, o próprio Lalá, Mário Reis, Carmen Miranda e Almirante, todos acompanhados pelo magistral Grupo do Canhoto (Rogério Guimarães).






Aplaudi a indicação de Ana de Hollanda para o Ministério da Cultura da posição independente de quem não votou na Dilma Rousseff. Aplaudi por muitos motivos, mas dois deles já me seriam suficientes. Primeiro, Ana de Hollanda vinha de um não questionado período à frente da Funarte, o que lhe conferia – confere – experiência administrativa e comprova capacidade na lida com as complicações do tráfego burocrático. Segundo, e mais importante, Ana de Hollanda é uma artista independente. Fez a carreira de cantora a contrapelo do mercado, gravou o que quis gravar, da forma como quis gravar, tendo como norte o primado estético, como regra a integridade artística. Há quem goste e quem não goste do trabalho da cantora Ana de Hollanda. Não há quem lhe negue honestidade e coragem na construção da carreira.
Há mais de 60 anos existe no coração de Copacabana, no Rio de Janeiro, uma galeria comercial que leva o nome da família Manescal. Construída durante a Segunda Guerra Mundial, teve em seu projeto original um abrigo antiaéreo, usado até hoje como garagem.





